Direitos das mulheres ameaçados

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No início da noite de quarta-feira, 19 de junho, manifestantes se reuniram em frente ao Terminal Integrado do Centro-Ticen em Florianópolis para protestar contra o Estatuto do Nascituro que tramita no Congresso Nacional. Embora a causa ainda não tenha ganho muito adeptos e o movimento sindical até o momento na sua maioria se cale diante do assunto,  se aprovado o Estatuto será um grande retrocesso no direito das mulheres. Muito mais que isso, um desrespeito a elas por estabelecer que células tenham  mais direitos que as mulheres. Pelo Estatuto, se a mulher grávida precisar de um tratamento médico que coloque em risco o embrião, ela não poderá se tratar, pois o embrião terá total prioridade. A mulher estuprada que engravidar não terá o direito de fazer aborto. Além disso, se ela não tiver recurso para sustentar o filho, o estuprador terá que pagar uma pensão (ou seja, terá contato direto com as vítimas) e se o estuprador não for identificado o Estado vai pagar uma bolsa que está sendo chamada pelo movimento de Bolsa-Estupro até a criança completar 18 anos. Se o feto não tiver chances de sobreviver após o nascimentos a mulher não poderá interromper a gravidez.

O ato desta quarta foi também pelo Estado laico e contra a cura gay, que também tramita no Congresso. Entoando frases como “Vem, vem, vem pra luta vem contra o Estatuto!”, “O Corpo, é da mulher, ela é mãe se ela quiser!” e “Estuprador é na prisão e não na certidão”, os manifestantes seguiram até as escadarias da Catedral no Centro de Florianópolis, onde realizaram mais um protesto. Em caminhada os manifestantes seguiram até outra igreja no Centro da cidade e realizaram um beijaço.

A luta só começou. Será um tema árdua de debates e precisa ser abordado por todos movimentos sociais, organizações de direitos humanos, movimento sindical, partidos, enfim esta luta não é só das mulheres, deve ser de todos ou vamos retroceder à idade média com mulheres por suas escolhas chamadas de bruxas e sendo queimadas em fogueiras! O assunto é sério e exige medidas de luta já!

A diretora de Comunicação do Sindes, Marcela Cornelli, participou do ato contra o Estatuto do Nacituro e produziu o texto e as fotos desta matéria.

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