Profissionais da imprensa foram agredidos por policiais

Os 260 manifestantes detidos no protesto de sábado, 22, contra a Copa do Mundo foram liberados, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Eles haviam sido encaminhados a sete distritos policiais (DPs) da região central da capital paulista.

A manifestação reuniu aproximadamente mil pessoas e partiu da Praça da República, no centro de São Paulo. Durante o protesto, agências bancárias foram depredadas e manifestantes e a Polícia Militar (PM) entraram em confronto. O tumulto começou na Rua Xavier de Toledo, região central, com a depredação de agências bancárias. Alguns participantes mascarados foram isolados por um cordão formado por homens da Força Tática. A Polícia Militar informou ter encontrado com alguns dos detidos máscaras, spray, estilingues, bolas de gude, correntes e porções de maconha.

Funcionários do Metrô encontraram uma mochila com um coquetel-molotov na Estação Ana Rosa, zona sul da cidade. De acordo com a PM, o sistema de monitoramento por vídeo da estação registrou o momento em que um manifestante abandona a mochila.

Jornalistas relataram ter sofrido agressões
Segundo o Portal Terra, o fotógrafo, Bruno Santos, levou golpes dos policiais nas costas. Ele caiu, torceu o pé, precisou ser encaminhado a um hospital e relatou que o equipamento foi destruído por golpes de cassetete. O jornal Folha de S.Paulo informou que o repórter, Reynaldo Turollo, levou uma gravata de um PM, foi arrastado e jogado ao chão. O jornal O Globo noticiou que o repórter, Sérgio Roxo, filmava a confusão com um celular, quando foi imobilizado por um policial com um golpe no pescoço e teve o aparelho quebrado. O repórter do Portal G1, Paulo Toledo Piza, ficou retido por 30 minutos e impedido de trabalhar.

Na página do protesto no Facebook, o coletivo Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa reclamou da atuação policial. “Antes do início da marcha, fizeram um desfile militar provocando manifestantes, semelhante ao da época da ditadura, para tentar amedrontar os manifestantes. Não conseguiram. O ato seguiu forte, composto por diversos grupos, até a altura do metrô do Anhangabaú quando o efetivo desproporcional da PM se lançou sobre um grupo de manifestantes. Agressão, transgressão dos direitos e prisão em massa. Advogados presentes que acompanhavam a abordagem absurda foram agredidos por policiais e impedidos de realizar o seu trabalho”, diz o comunicado. O grupo informa que vai convocar, em breve, um novo ato contra a Copa.

Segurança Pública de São Paulo
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, ressaltou na tarde dessa segunda, 24, que a ação da Polícia Militar durante o protesto “Não Vai Ter Copa”, no último sábado, foi bem-sucedida. Sobre as denúncias de agressões contra jornalistas, o secretário disse que os excessos serão apurados. “Jornalistas e polícia compartilham o mesmo espaço. A polícia tentando manter a ordem e os jornalistas sendo os olhos da sociedade, tentando retratar o que ocorre. Todas as situações individuais de notícias de abuso serão apuradas”, comentou o secretário.

Fonte: Portal Comunique-se
Foto: Epitácio Pessoa

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