Movimento sindical e social debatem gênero, raça e orientação sexual

DSC_0052-mesaSindes, Sindprevs/SC, Sinergia, Sintrafesc e Sintrasem, em parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU) e Acontece Arte e Política LGBT, realizaram no dia 17 de novembro, o debate “Raça, etnia, orientação sexual e identidades das mulheres catarinenses: onde termina o amor e começa a guerra”. A atividade foi promovida em alusão ao dia da Consciência Negra, 20 de novembro, e também ao Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher, 25 de novembro.

O evento iniciou com a participação da educadora e artista Gisele Marques, que apresentou a performance “Negra”. Ela trouxe ao público mulheres negras da história brasileira, entre elas, a catarinense Antonieta de Barros, primeira parlamentar negra do Brasil.

Sheila Sabag, presidenta do Conselho Estadual de Direitos da Mulher de Santa Catarina e Maria de Lourdes Mina, do MNU foram as estimuladoras do debate, trazendo para os participantes a transversalidade da violência de gênero, ou seja, como se acentuam as violências contra a mulher, de acordo com a sua orientação sexual, raça ou classe social.

De acordo com Sheila, desde que se instalaram as conferências de mulheres no Brasil muitas propostas foram formuladas, mas as reivindicações ainda permanecem as mesmas. “Isso porque ainda existe um déficit de orçamento específico para a implementação das políticas públicas para as mulheres, principalmente no estado de Santa Catarina”. Para a palestrante, a cultura machista vem de casa, já na divisão do trabalho doméstico, na educação de meninas e meninos. “É preciso mudar essa situação, conscientizar a sociedade”, destaca.

Maria de Lourdes trouxe dados relativos à questão das mulheres negra na sociedade. Segundo a palestrante, já existe um pouco mais de clareza sobre a existência da invisibilidade da mulher negra no Brasil, mas tirá-la do lugar de invisível ainda é um desafio. “A violência contra mulheres negras é ainda mais acentuada. Elas ganham os menores salários e ainda estão submetidas ao machismo e ao racismo de nossa sociedade”. Maria de Lourdes destaca que a luta das mulheres negras é anterior ao feminismo no Brasil, pois já havia resistência das mulheres nas senzalas. No entanto, ainda têm uma série de direitos sonegados que as expõem a uma dura realidade. Hoje, há um índice enorme de mulheres vítimas das facções do tráfico e sendo presas no lugar dos homens, por exemplo. “É preciso programas que garantam o empoderamento da mulher que é vítima dessa situação, pois elas estão submetidas ao subemprego, a dependência econômica e também afetiva”, aponta.

Texto produzido pela jornalista Clarissa Peixoto (Sindprevs/SC)

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